domingo, 30 de janeiro de 2011

Na Place de la Concorde

Em todo o entorno da praça e também na sua parte central, os postes de iluminação são colunas rostrais, o que quer dizer que possuem ornamentos que representam proas de navios.


São peças incrivelmente decoradas, com o dourado sobressaindo sobre o verde de forma harmoniosa.



Resolvemos nos dirigir à praça propriamente dita e foi então que percemos que ia ser mais complicado do que havíamos pensado: apesar de algumas (parcas) faixas de pedestres, o espaço da praça estava todo tomado pela preparação do 14 de julho, com arquibancadas...


... andaimes, escadas, grades móveis para impedir e controlar a passagem de pedestres... nem o obelisco escapou!


A gente olhava para um lado, não tinha passagem, olhava para outro, vinham carros de todos os lados. Aí me deu a louca e eu fui! Atravessei enquanto um dos semáforos estava fechado e fui costeando as grades, pra depois perceber que deveria ter dado a volta, porque estava do lado de fora das ditas cujas, com os carros passando a centímetros!




O pior é que quando eu fui, todo o grupo foi atrás! Os pedestres mais espertos passavam ENTRE as grades e não do lado de fora como nós.










Porém, Nossa Senhora dos Turistas Sem Noção devia estar atenta, e conseguimos chegar à região das fontes sem maiores problemas além do susto.


Pelo fato do Ministério da Marinha estar num dos prédios que cerca la Concorde, Hittorff resolveu transformá-la numa celebração à navegação na França, por isso os postes com colunas rostrais. Há duas fontes praticamente idênticas, uma em cada lado da praça, mas só conseguimos fotografar uma delas em função do "circo" armado para a comemoração do 14 de julho.


Uma delas se refere à navegação marítima, e a outra, da qual conseguimos boas imagens, representa a navegação fluvial.


Os dois homens sentados em lados opostos representam os rios Rhin e Rhône, e as mulheres seguram elementos que simbolizam as colheitas de uva e de trigo.




Na parte mais próxima à mureta externa da fonte há estátuas de sereias e tritões segurando peixes em seus braços.


A essa altura o sol torrava nossos miolos e não tínhamos sequer o consolo de apreciar a água das fontes, já que elas estavam secas em função do trabalho a ser feito na praça. Resolvemos, então, seguir para o Jardim das Tulherias para tentar encontrar um refresco na sombra das árvores.

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